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Dança de Salão

| História |

Entre as re-significações da dança ocorridas no Renascimento europeu, há que se destacar o aparecimento de versões mais acessíveis às classes menos favorecidas. Hoje, estas últimas são mais conhecidas pelo nome genérico de dança de salão. No Brasil, os espontâneos saraus dançantes do século XIX deram lugar a dança de salão de aprendizado, a partir de 1914, quando a suíça Louise Poças Leitão, evadindo-se da I Guerra Mundial, aportou em São Paulo. 

Ensinando valsa, mazurca e outros ritmos tradicionais para a sociedade local, Madame Poças Leitão criou tradições e discípulos que continuariam seu trabalho, entre elas o Núcleo de Dança Stella Aguiar. No Rio de Janeiro, a dança de salão cresceu nas mãos de Maria Antonieta que, com a ajuda de várias correntes de professores, tornou sua prática uma forma de ensino popular. No Brasil como um todo, a dança de salão constituiu-se por influências difusas das chamadas Danças Internacionais Populares em diferentes modismos no tempo e no espaço.

Dentre as danças difundidas, há que se destacar aquelas hoje utilizadas no ensino das academias, clubes, e outras instituições, tais como o Batuque, dança de origem africana por requebros, palmas, sapateados, acompanhados ou não de canto; o Bolero, uma das raízes do mambo, chá chá chá e salsa, que nasceu na Inglaterra, passando pela França e Espanha com nomes variados; o Chá chá chá, dança derivada do Danzon Cubano, cujo nome foi tirado do barulho feito pelos dançarinos nas pistas de dança; o Forró, designação popular dos bailes com danças populares encontrados no nordeste do Brasil; o Lundum, conhecido também como lundu, landu ou londu, de origem africana, baseada em sapateados, movimentos acentuados de quadris e umbigadas; o Mambo, que nasceu em Cuba tendo como origem os ritmos afro-cubanos derivados de cultos religiosos no Congo; o Merengue, um ritmo veloz e malicioso, nascido na República Dominicana; a Lambada, que nasceu da adaptação do Caribó em 1976, em Belém do Pará; o Pagode, uma variação do samba que apresenta caraterísticas do choro, tem estilo romântico e andamento fácil para dançar, tendo grande sucesso comercial no início da década de 1990 no Brasil.

Outras modalidades para a prática de ensino no Brasil são o Rock and Roll, um estilo musical que nasceu nos EUA em meados da década de 1950, por evolução e assimilação de outros estilos, tornando-se uma forma dominante de música em todo mundo; a Rumba, um embalo sensual que nasceu como dança da fertilidade em que os passos dos bailarinos imitavam a corte dos pássaros e animais antes do acasalamento; a Salsa, ritmo musical desenvolvido a partir da segunda metade do século XX com contribuições da música caribenha e de danças folclóricas daquela região, dançada com acompanhamento de instrumentos de percussão; e o Samba, dança popular com origens africanas, cuja coreografia segue o ritmo com compasso binário, tocado por instrumentos de corda (cavaquinho e vários tipos de violão) e de percussão. Esta última modalidade manifesta-se especialmente no Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. 

Como ritmo musical, o samba nasceu e se desenvolveu nas primeiras décadas do século XX, instalando-se nos bairros da Saúde e da Gamboa, no Rio de Janeiro. Variações ocorreram também no final da década de 1920 e início da década de 1930, surgindo o samba-enredo, o samba choro e o samba-canção. 

Também nessa fase nasceu o samba dos blocos carnavalescos dos bairros do Estácio e Osvaldo Cruz, e dos morros da Mangueira, do Salgueiro e São Carlos, com inovações rítmicas que ainda persistem. A partir dos meados da década de 1940 e ao longo da década de 1950, a samba sofreu nova influência de ritmos latinos e americanos, surgindo assim o samba de gafieira. Embora mantenha sua originalidade, com a Bossa Nova, em 1950 fundiu-se com jazz , gerando uma versão de ritmo internacional.

Finalmente há de se cogitar do Tango como opção de ensino, que surgiu como criação anônima dos bailes pobres e marginais de Buenos Aires no final do século XIX. Evoluiu a partir do candomblé africano, do qual herdou o ritmo; da Milonga, da qual herdou a coreografia e da Habanera, da qual herdou a linha melódica. Acrescente-se ainda a Valsa, uma dança de salão derivada do Ländler em 1770 e 1780, popular na Áustria, Baviera e Boêmia, caracterizando-se pelo compasso ternário da música, pelos passos em que os pés deslizam pelo chão e pelos giros dos pares; o Xote, um tipo de dança de salão de origem alemã, popular no Nordeste e no Sul do país, executada ao som de sanfonas nos bailes populares, que chegou ao Brasil em 1851 pelo professor de dança José Maria Toussaint, que a chamava de schottische ou xótis; e a Dança do Ventre, uma dança originada no Egito Antigo, onde os rituais integravam pessoas entre si, por meio de movimentos que representavam os animais e seus aspectos divinos, assim como os quatro elementos da natureza e suas divindades. 

A Dança foi divulgada, sempre ligada à música e a ritmos de percussão, respeitando, no entanto, a improvisação. Chega ao Brasil com Shahrazade – que verteu o nome ”Raks el Chark” para dança do ventre –, dançarina que procurou inovar, por inclusão da influência cultural brasileira aos movimentos já existentes.

Fonte: www.musica.ahistoria.com.br


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